Filosofias de quinta

Queria trazer algo poético, filosófico e profundo, com analogias e ser motivo de análises literárias sobre meus textos, as vezes até penso que eu não tenho o dom, as vezes penso que tenho, porém não tão desenvolvido como gostaria... enfim, existem muitas variáveis e muitas suposições. Mas a grande questão é sobre o quanto podemos nos expressar sem restrições, e o quanto podemos escrever diante do que é certo e errado, do moral e imoral, do pessoal e impessoal.  E este é o meu maior desafio: saber o que escrever sem expor o que de fato sinto (e sem citar).

Eu sou uma daquelas pessoas que não consegue falar tudo, nunca consegui falar abertamente sobre qualquer assunto, por um medo bobo de me sentir nua perante ao ouvinte, e justamente por omitir informações, me calar quando que no momento eu tenha achado que seria o certo, eu me tornei uma pessoa submissa diante aos demais, insegura dos meus sentimentos, insegura da minha escrita, insegura de mim mesmo, se é que esta insegurança poderia vir a existir, mas ao mesmo tempo, um lado (que não é motivo de orgulho) floresceu, uma pessoa por vezes mesquinha, grossa, enfim, a verdadeira definição de ogra e por conta de toda esta insegurança, medos, eu me bloqueei de tal forma que para escrever este texto, eu apaguei e reeditei incontáveis vezes, imagina quando posto meus poemas, nossa, eles nunca saem da mesma forma que eu escrevi pela primeira vez. sempre redigito, e até quando eu releio-os depois de postados eu penso que poderia ter mudado algo, poderia ter alterado uma rima, uma estrofe, escrito palavras mais rebuscadas.... mas esta sou eu, uma pessoa insegura, com medos, mas que tenta, mesmo que através de postagens em um blog, melhorar.

Mas hoje, eu resolvi dar um basta a esta minha atitude tóxica, resolvi buscar melhorar, resolvi buscar a minha salvação interna, vamos dizer assim, resolvi que como uma fenix, eu devo renascer das cinzas de uma antiga Isadora, e me torne uma nova Isadora. E sim, hoje, não amanhã, não na segunda-feira, não no início do ano. Mas hoje. Agora. 

Hoje parei diante do espelho, e comecei a me olhar, com atenção a cada detalhe do meu rosto, desde o cabelo até os mínimos traços de pele no meu rosto, no primeiro momento olhei direto para os pontos que mais me incomodam, olhei para meus cravinhos e espinhas que nascem no nariz e no queixo, depois subi o olhar para minhas olheiras, que estão cada vez mais fortes e então olhei nos meus olhos, no fundo dos meus olhos e automaticamente, me transferi para dentro de mim, para dentro da casca que meu corpo é, e comecei a olhar o meu interior, a pessoa que tem defeitos, mas que tem qualidades, e foi como que na hora que eu me olhei nos olhos, eu senti que precisava me olhar com carinho e não com rancor. Olhar cada traço desta pessoa com amor. A me amar.

Espero conseguir alcançar meus objetivos, a manter o hábito da escrita, me aperfeiçoar, a me perdoar e a aceitar.

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