Confissão.

 Hoje, depois de um longo e cansativo dia de trabalho, cheguei em casa com um proposito: escrever.  
 Desde a minha pré adolescência, onde tudo era novo, todos os sentimentos eram estranhos, as mudanças no meu corpo, eu precisava arranjar uma forma de desabafar, então, eu pegava o meu caderno (de aula mesmo), e escrevia, tinha vezes que eram só algumas frases sem sentido,outras vezes eram apenas nomes e corações, tinha vezes, também, que eu escrevia muito rápido apertando a caneta contra a folha, em meio de lágrimas e soluços. Mas sempre depois de escrever, eu arrancava a folha, rasgava e colocava no lixo, nunca fui de confiar muito fácil nas pessoas,
por ser algo tão novo, e tão único em minha vida, que eu queria mante-las em segredo.

  Quando cheguei na adolescência, onde eu tinha um pouco mais de controle emocional, um pouco mais de certeza, e um pouco mais de confiança, eu acabei
deixando de lado o meu "confessionário" (mancada minha, eu sei), mas o que por um lado foi ruim, por eu ter perdido vários textos legais que eu poderia ter escrito, por outro, eu vivi o que eu tinha que viver da forma que eu deveria ter vivido, meio confuso isso.

  Hoje, eu voltei com minha velha mania, escrever, mas hoje, eu não coloco fora o papel, eu os guardo, filosofo sobre cada traço, em cada centímetro das letras, para entender e solucionar aquilo que eu estava escrevendo.

  Sei que esta publicação será em vão, que não é boa o suficiente, que não é algo bonitinho, nem algo feio... é apenas uma confissão.

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